As técnicas medicinais populares asiáticas têm dado azo a inúmeras investigações ao  longo da história e desde há algumas décadas a esta parte que as civilizações ocidentais começaram a tentar perceber os fundamentos científicos e benefícios que determinadas práticas daquela natureza possam oferecer. Entre esse espectro encontram-se sobretudo alimentos cujas propriedades se acredita que provoquem efeitos extremamente positivos para a saúde, um grupo restrito onde se inclui o ganoderma.

Usufruído há milhares de anos pelas populações orientais, o ganoderma lucidum (nome científico do ganoderma) é um fungo pertencente a uma categoria muito específica de cogumelos nativos das florestas tropicais e que floresce principalmente nos caules do bordo, uma árvore da família do acer que existe sobretudo nas mais zonas setentrionais do globo, nomeadamente na Ásia, embora se tais condições se replicarem possam surgir em qualquer parte do mundo, já tendo sido identificados na Europa, África, América do Sul e do Norte, ainda que essa possibilidade seja consideravelmente mais remota.

Conhecido na China por “erva de potência espiritual” (tradução adaptada do significado de língzhī, palavra que o denomina em mandarim), o ganoderma é frequentemente referido como “cogumelo da imortalidade”, atribuição que ganhou devido aos alegados benefícios que acarretará no combate a problemas de colesterol elevado, pressão arterial e glicemia. Segundo os anais da medicina tradicional asiática será rico em propriedades anti-cancerígenas e imunomoduladoras, dotes capazes de prevenirem o avanço de certos tumores e fortalecerem as defesas do sistema imunitário contra vírus, bactérias e outros agentes causadores de disfunções corporais.

Embora a ciência não dê resposta a todas as afirmações passadas de geração em geração e inscritas nas obras de medicina tradicional asiática, a verdade é que recentemente se tem comprovado a autenticidade das mais-valias apresentadas por um amplo conjunto de técnicas e alimentos há muito utilizados pelos povos orientais. O ganoderma é apenas mais uma das inúmeras propostas daquele conhecimento empírico para ajudar a batalhar os problemas bem reais de que ninguém está livre e que atingem fortemente as sociedades modernas, as doenças sanguíneas e de ordem imunitária.